Como Sua Empresa Pode Minimizar Riscos em 2026
O Cenário que Marcou 2025 — E Suas Consequências para 2026
Quando o calendário virou para 2025, poucas pessoas imaginavam que o setor siderúrgico brasileiro enfrentaria um dos anos mais turbulentos de sua história recente. Entre fevereiro e junho de 2025, o governo Trump implementou tarifas progressivas sobre aço e alumínio: começou com 25% em março, passou para 50% em junho, e em agosto chegou a aplicar sobretaxas que afetaram 694 produtos brasileiros.
Agora, em janeiro de 2026, entramos em um novo ano com lições aprendidas — mas também com desafios que permanecerão por meses.
2025: O Impacto Quantificado
Os números oficiais revelam a dimensão do problema:
- Exportações brasileiras de aço e alumínio para os EUA totalizaram US$ 3,2 bilhões em 2024
- Estimativa do Ipea: perda de US$ 1,5 bilhão em exportações e queda de 700 mil toneladas na produção brasileira em 2025
- Queda de 25% nas exportações de produtos de alumínio no primeiro semestre de 2025 comparado a 2024
Para o setor de alumínio, o cenário foi ainda mais grave: laminados de alumínio, principal item exportado, tiveram queda de 50% no volume de exportação.
Como o Dólar Alto e as Tarifas Impactam SUA Operação
Cenário 1: Você Importa Diretamente
Imagine que sua empresa importava bobinas de aço carbono da China pagando US$ 650/tonelada FOB em janeiro de 2024.
Cálculo em Janeiro de 2024:
- Preço FOB: US$ 650/ton
- Dólar: R$ 4,85
- Custo em reais: R$ 3.152,50/ton
Cálculo em Janeiro de 2025 (pós-alta do dólar):
- Preço FOB: US$ 650/ton (mantido)
- Dólar: R$ 6,18
- Custo em reais: R$ 4.017,00/ton
Impacto: +27,4% de aumento sem que o fornecedor tenha alterado nada.
E isso é antes de somar:
- Frete internacional (+15-20% devido à alta do dólar)
- Seguro (+1,5% sobre valor CIF em dólar)
- Armazenagem portuária (precificada em dólar)
- Multas por atraso em dólar
Cenário 2: Você Compra de Distribuidores Nacionais
Por que o distribuidor nacional também ficou mais caro?
A dependência de insumos e maquinário importados torna o setor vulnerável, pois o dólar alto encarece esses itens, pressionando os custos e reduzindo as margens.
Mesmo siderúrgicas brasileiras usam:
- Carvão siderúrgico importado (principalmente dos EUA)
- Tecnologia e equipamentos importados
- Componentes eletrônicos para automação
O Brasil é o terceiro maior importador de carvão siderúrgico dos EUA, com US$ 1,2 bilhão anuais.
Resultado: O aço “nacional” também subiu entre 12-18% em 2025.
O Papel da VAIO Comercial Neste Cenário
A VAIO Comercial não é uma trading company tradicional nem um importador oportunista.
Somos especialistas em OPERAÇÃO COMPLETA de produtos siderúrgicos e metalúrgicos com hub logístico no maior porto siderúrgico do Brasil.
Trabalhamos antecipando tendências para que o seu negócio não sofra com inconstâncias do mercado.
Projeções Para 2026
Cenário Cambial
Analistas do mercado estimam dólar oscilando entre R$ 5,45 e R$ 5,53 ao final de 2026, mas com volatilidade ao longo do ano.
Nossa projeção (VAIO):
- Q1/2026: R$ 5,70 – R$ 6,10 (incertezas políticas EUA)
- Q2/2026: R$ 5,50 – R$ 5,85 (acomodação)
- Q3-Q4/2026: R$ 5,40 – R$ 5,70 (estabilização relativa)
Cenário Tarifário
Status atual (jan/2026):
Importadores brasileiros afetados pelo tarifaço podem solicitar reembolso de tarifas cobradas indevidamente desde a entrada em vigor da nova regra.
Expectativa:
- Tarifas de 50% devem permanecer pelo menos até Q2/2026
- Possibilidade de negociação bilateral Brasil-EUA em Q3/2026
- Brasil avalia recurso à OMC, processo que leva 18-24 meses
Cenário de Oferta
Oportunidade:
Santa Catarina liderou importações de aço em 2023, com crescimento anual. Com EUA fechados, mais aço asiático será redirecionado para Brasil.
Resultado esperado:
- Aumento de oferta pode pressionar preços para baixo (-5 a -10%)
- Siderúrgicas nacionais podem oferecer descontos para competir
- Janela de oportunidade: Q2-Q3/2026
No final, a pergunta é: “devo importar em 2026?”
Mas sim: “Tenho o parceiro certo para importar com segurança?“